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Este blog tem como proposito explanar assuntos inerentes ao PENSAMENTO, seja ele filosófico, cientifico ou religioso.

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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Parar o Ego

O Ego é a segunda natureza existente na nossa psicologia. É a nossa parte mais grotesca, nossa parte animal, que infelizmente se constitui em 97% da nossa psicologia. A essência se constitui apenas em 3%, porém está adormecida, inconsciente... Então a conclusão disto tudo é que passamos a vida toda adormecidos, achando que vivemos em plena consciência.
Vivemos a vida do ego, com suas preocupações, preconceitos, ranços, invejas, maledicências, orgulhos, luxúria, vaidades, materialismos, enfim os nossos pecados capitais; ou vivemos de lembranças do passado ou de planos para o futuro, e esquecemos de viver o momento presente, o agora, o exato instante.Mas por que isso acontece?
O Ego se manifesta através dos nossos pensamentos. Vocês já se perguntaram porque a mente é tão ativa, quantos milhares de pensamentos nos atordoam a todo instante?Por que mudamos tantas vezes de opinião de um determinado assunto?Por que quanto mais pensamos em um problema, mais nos enrolamos nele? E quando deixamos de pensar e ouvimos a nossa intuição os problemas se resolvem como num passe de mágica?
Cada pensamento destes vem de uma criatura pensante que nós mesmos criamos. O Ego se utiliza da nossa mente para agir, e é exatamente aí que alimentamos nossos defeitos quando damos ouvidos à eles.
Se formos atrás de cada um de nossos pensamentos erramos fatalmente, pois não temos apenas uma mente, um ponto de apoio, e sim milhões delas, somos multi pontos, cada qual querendo nos conduzir para um lado diferente. Então em quem confiar? Precisamente em nenhum deles, pois todos nossos pensamentos nos conduzem ao erro.
O Pai, nosso Real Ser não pensa e não se comunica conosco através dos pensamentos. ELE se comunica através da INTUIÇÃO. É urgente sabermos “ouvir” A VOZ DO CORAÇÃO.E isso só é possível quando atingimos o SILÊNCIO MENTAL. É impossível se comunicar com o Pai, ouvir-Lhe em meio ao emaranhado dos nossos pensamentos.Aí que entram as práticas da morte do ego, que consiste exatamente em eliminar os nossos pensamentos, tirar o alimento do ego, tirar de cena os pensamentos para que a mente silencie e possamos nos guiar através da nossa intuição, que é nossa comunicação direta com o Pai.
Este trabalho da Morte do Ego é exatamente o que dizia Jesus Cristo com o “ Negue a si mesmo”, negar essa segunda natureza existente em nós mesmos. O nosso principal inimigo é interno, os nossos próprios defeitos, os nossos próprios pensamentos.
A PRÁTICA DA MORTE DO EGO.
Em primeiro lugar, vamos começar a usar um dos nossos sentidos que está atrofiado devido a mecanicidade trazida pelos nossos pensamentos, que é a CONCENTRAÇÃO.Façamos assim: quando nos propomos a executar uma tarefa, procuremos nos concentrar ao máximo sempre buscando o SILÊNCIO MENTAL. Devemos usar um ponto de apoio para a concentração, que pode ser as batidas do coração, o som sssss da glândula pineal ou até mesmo a respiração. Qualquer pensamento que nos vier tirar a concentração, é um pensamento involuntário, está em lugar e hora errada, então é defeito, e deve ser eliminado, seja ele pensamento bom ou ruim, é defeito. Então no exato instante que o pensamento intervir, suplica-se deste modo: “ MÃE DIVINA, DESTRUA ESTE DEFEITO, DESINTEGRE-O!” A Mãe Divina ou Nossa Senhora é uma de nossas partículas Divinas, responsável por essa limpeza, pela eliminação dos nossos defeitos, e Ela com sua Espada nos limpará de todos esses defeitos, que se constituem de nossos pecados capitais e todas suas ramificações.

domingo, 3 de maio de 2009

7 Níveis de Consciência

Existem 7 níveis de consciência dentro da doutrina Sufi. Entretanto, esta divisão está mais para um imenso degradê, existindo assim diversos subníveis. O menos evoluído dos níveis é o que veremos primeiramente:
1 - Nafs ammara (O Eu que induz ao mal)A maior parte da humanidade está neste nível. Desconectada do resto do mundo, onde busca apenas a satisfação de seus desejos. Nos níveis mais elevados de Nafs ammara o mal está na mentira (tanto pra satisfazer ao ego, como pra levar vantagens), na fraude, na sonegação do imposto de renda, enfim, nesses "pequenos" defeitos que são justificados por nossa mente. Nos níveis mais baixos encontramos os assassinos, estupradores, assaltantes, etc.
Para sair desta roda de sofrimento, você precisa estar apto a receber a misericórdia de Deus, e para isso você precisa se ver de fora, ter algo como um "grilo falante" que lhe diga que isto não é correto, por mais "benefícios" aparentes que lhe traga. É acender a centelha divina que está dentro de todo mundo. Podemos receber esse "empurrãozinho" Divino (pra que possamos nos aperfeiçoar) quando, por exemplo, sentimos um gratificante bem-estar ao se fazer alguma coisa boa a alguém. Mas isso é só a ponta do iceberg, que a pessoa deve descobrir por ela mesma, sem "recompensas".
Enfim, no Nafs ammara não há consciência de certo ou errado, bem ou mal, no seu sentido mais universal. Apenas no fim deste nível é que há a percepção.
2 - Nafs lawwama (O Eu acusador)A consciência interior do certo e do errado. A pessoa nesse nível assume como verdade interior o que aprendeu - seja através de tradições (familiares, ou de um grupo) ou religiões. O problema aqui é esse "censor" interno ser tão rigoroso que possa levar a pessoa à depressão, ou a julgamentos muito rigorosos consigo mesmo. O que normalmente surge desse encontro consigo mesmo é o remorso, e é preciso ter muito cuidado pra não desmoronar de vez ao ver-se como realmente é. Outros, pra poder se "sustentar", preferem voltar o "Eu acusador" para os outros, e não pra ele mesmo. Então essa pessoa passa a ser uma perseguidora, uma inquisidora, se achando uma defensora do "certo", da Verdade. É uma fachada (a tal sombra de Jung) pra um problema que está dentro dela mesma. Se ela não se perdoar primeiro, se não compatibilizar o pensamento de outrora com o de hoje, não perdoará aos outros.
3 - Nafs mulhima (O Eu inspirado)O conjunto ética/ação é o que caracteriza a pessoa nesse nível. O indivíduo passa a ter mais sonhos e visões, e a achar que coisas que não são válidas para os outros podem ser válidas pra ele. O risco nesse nível é a pessoa confundir paixão com inspiração, porque o coração ainda está dominado pelo ego. Pessoas em Nafs mulhima podem tornar-se líderes religiosos e, mesmo com a melhor das intenções, podem achar que "inventaram" ou descobriram um novo caminho pra Deus, que são enviados do Alto para a humanidade, e podem assim acabar inflando ainda mais o próprio ego, por se acharem os donos da verdade.
Do terceiro nível para cima é recomendável o acompanhamento por uma escola mística, um grupo, um apoio espiritual de quem já tenha trilhado esse caminho. Isso porque há sempre o risco do ego assumir um comando ainda maior do coração. O Mestre é um guia, que nos mostra os passos para que seja possível obter as experiência necessárias para o caminho sem tropeços. Mas é preciso que os passos sejam válidos para todos, éticos, públicos e transparentes.
4 - Nafs mutmaina (O Eu tranqüilo)Neste nível a pessoa já aquietou o ego, e possui um bem-estar interior mais constante. Já começa a vislumbrar um efeito de integração entre todas as coisas.
5 - Nafs radiya (O Eu que está satisfeito com Allah)Neste nível a pessoa está liberta da inflência do ego no coração. A partir daí não há possibilidade de regressão. Ele olha o mundo e consegue compreendê-lo como um sistema perfeito, sem falhas. Mas isso não significa que essa pessoa não tenha falhas, que não fique triste nem condoída com o problema dos outros. Nao há arrogância.
Se tal pessoa não morrer neste nível de consciência, fatalmente atingirá o próximo.
6 - Rafs mardiya (Aquele com quem Allah está satisfeito)São os considerados "amigos de Allah". Jesus, além de ser considerado (pelos muçulmanos) um profeta para o povo hebreu, é também um "amigo de Allah". Bonito, não?
7 - Nafs saffiya (O Eu perfeito)O momento em que o ego se dissolve na consciência divina, no qual, simbolicamente, amado e amante se confundem.
Allah desperta em cada um de nós uma paixão por algo, para que seja desempenhada com amor, em benefício ao próximo. Caba a nós descobrir esse dom e dar o máximo de nós mesmos para unir em nossas ações o amor.