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domingo, 10 de maio de 2009

Força da Mente da Vida a Robô

Sensores transferem energia do cérebro. Tecnologia fez robô mexer pernas e mãos.
Os japoneses já estão testando um capacete eletrônico, computadorizado, capaz de usar a força da mente para dar vida a um robô.
O laboratório da Honda desenvolveu a tecnologia que ajudou um robô a mexer mãos e pernas com alguma desenvoltura.
Os sensores captam ondas do cérebro humano - enquanto uma pessoa pensa em se mover - e a transferem em forma de energia suficiente para o robô realizar alguns movimentos básicos.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Esqueleto de Suposto Extraterrestre

Um ser que aparentemente não é humano e foi analisado no Japão será exposto em Cuiabá pelo Museu de História Natural Wilson Estevanovic, de Uberaba (MG). Segundo o proprietário do Museu, Wellington Estevanovic, o esqueleto pode ser de um suposto ser extraterrestre.
Ele apresenta uma cabeça desproporcional ao corpo, com 97 cm de circunferência, arcada dentária completa, seis dedos nos pés, globo ocular diferenciado e uma altura total por volta de 50 cm, sendo que a partir da traquéia até a bacia são 12 cm. A exposição ocorrerá na terça-feira, na escola estadual Alcebiades Calhao, em Cuiabá (MT).
"A rede de televisão japonesa Asahi foi com uma comitiva ao nosso museu em 2005 e fizeram o convite para que participássemos de um documentário para analisar o esqueleto. O interessante é que também fizeram uma reconstituição. Eles realizaram exames que mostraram que ele (o suposto extraterrestre) difere da realidade humana, principalmente porque a densidade óssea é de 2 a 30, enquanto a de um ser humano varia de 500 a 1.500", ressaltou Wellington Estevanovic.
Segundo Estevanovic, nos testes foi observado se haveria a possibilidade de a criatura ter tido hidrocefalia. No entanto, essa hipóteses foi afastada.
Acervo
Outra peça que chama a atenção do público é uma criatura que não é morcego, tem parte humana com características de macaco, asas separadas do braços, garras nos pés e nas mãos, e uma estatura de 35 cm. Para os ufólogos, a criatura pode ter uma ligação com a lenda indígena dos índios morcegos.
Além disso, há outros "seres" intrigantes na exposição: múmias de uma criança gato, de criança com duas cabeças e de um adulta egípcia plebéia. Ao ser questionado sobre a origem das peças, Wellington Estevanovic não soube responder.
"Meus antepassados vieram da antiga União Soviética ao Brasil antes da Primeira Guerra Mundial. O que sabemos é que Wladimir Stevanovich tinha vontade de criar algo diferente. Oficialmente, o Museu de História Natural Wilson Estevanovic foi do meu pai. Ele existe há 10 anos e temos mais de 25 mil peças", salientou.
Segundo Wellington Estevanovic, o museu surgiu com a finalidade de divulgar os conhecimentos na área das ciências naturais e é destinado a professores e alunos dos ensinos fundamental, médio e superior, além da comunidade em geral. As áreas do conhecimento são astronomia, arqueologia, anatomia, antropologia, egiptologia, geologia e biodiversidade.
A visita à cidade de Cuiabá faz parte do 11º Projeto Maomé que é levar o museu ao público brasileiro em diversas cidades do Brasil. Neste ano, o Museu de História Natural Wilson Estevanovic visitou as cidades de Cachoeira Dourada (GO) e Capinápolis (GO). Além da capital de Mato Grosso, o proprietário do museu pretende levar a exposição para as cidades de Chapada dos Guimarães e Barra do Garças, local onde existem lendas indígenas sobre extraterrestres.
Criaturas x lendas
Para o psicólogo Ataide Ferreira da Silva Neto, presidente da Associação Mato-grossense de Pesquisas Ufológicas e Psíquicas (AMPUP) e consultor da revista UFO, o importante das criaturas que serão expostas no Museu Wilson Estevanovic é a interação das lendas indígenas das regiões do sul do Pará, sul do Amazonas e no Mato Grosso, com os índios Bororos e Xavantes. "Se é um fato ou criação psicológica, a ciência tem que ficar a par do que se apresenta de novo. O que temos catalogado no museu são duas peças de fundamental importância para o estudo científico, pois existem relatos coincidentes de lendas indígenas sobre índios morcegos e seres vindos das estrelas, que teriam uma cabeça mais avantajada que o corpo. Como explicar que tribos indígenas que nunca se conheceram tem o mesmo relato?", questiona Ataíde Ferreira da Silva Neto.
O presidente da AMPUP citou as lendas dos índios Bororos e Xavantes. Eles relatam histórias de semideuses que seriam criaturas pequenas de mais ou menos 1,20 m, com a cabeça desproporcional ao corpo. Alguns teriam três, outros quatros e outros seis dedos nos pés.
"O mais interessante é que temos em Barra do Garças uma caverna que cujo nome é Gruta dos Pezinhos. Lá há marcas de pés com três, quatro e seis dedos. Elas existem há mais de 10 mil anos e estão por todos os lados dentro da gruta", ressalta.
A outra lenda se refere aos índios morcegos que possuíam extrema força física, moravam nas cavernas e saíam somente à noite. Eles guardariam ferozmente os mistérios da cadeia de montanhas da Serra do Roncador, em Barra do Garças.
Existem registros de que o explorador inglês, Percy Harrison Fawcett, que teria inspirado o diretor Steven Spielberg na criação do personagem Indiana Jones, visitou Barra do Garças por volta de 1919, em busca de vestígios de uma cidade perdida, que teria os descendentes de Atlantis.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Por que os Inteligentes Vivem Mais?

Só o fato de você estar lendo essa coluna já pode valer uns anos a mais! Indica que o leitor tem muito bom gosto, gosta de ciência, tem acesso à informação, é curioso e não é analfabeto. Brincadeiras à parte, o título acima é baseado num fato: pessoas inteligentes realmente vivem mais do que os menos dotados. E que venha a polêmica…
A inspiração para essa coluna veio de um ensaio publicado na revista cientifica Nature (Deary I. 2008), no qual o autor discorre sobre a importância de se descobrir o porquê desse fenômeno. O principal argumento é que a resposta poderia auxiliar a combater deficiências na qualidade do sistema de saúde em diversos locais do planeta menos privilegiados.
Mas será que a ideia de pessoas inteligentes vivendo mais tem algum fundamento científico? O conceito de inteligência não era subjetivo? E os testes de inteligência não estavam todos desacreditados? Para minha surpresa, não. O bom e velho teste de QI, quando aplicado de forma correta, continua sendo ferramenta fundamental nos testes de cognição, e seu uso é amplamente difundido em psicologia. Fatores globais de cognição emergem de diversos testes que medem a habilidade mental, dados esses coletados e replicados desde 1904 para a espécie humana. Em geral, os dados sugerem que a habilidade mental se mantém estável durante a vida da pessoa, tem um componente genético forte e está associada com fatores importantes, incluindo nível educacional, sucesso profissional e mortalidade.
A vingança dos nerds
Existem algumas possíveis explicações para isso. Talvez a maioria das pessoas conclua que pessoas mais inteligentes, com melhor educação e maior leque de atuação profissional tendem a viver em ambientes mais saudáveis. Infelizmente, essa associação não funciona sempre e pode não passar de uma conseqüência da inteligência. Não explica a causa.
Uma explicação alternativa seria que pessoas mais inteligentes teriam a tendência a se engajar em comportamentos mais saudáveis. Existem evidências sugerindo que pessoas com alto QI estão mais preocupadas com nutrição, praticam mais exercícios físicos, evitam acidentes, largam o fumo mais rapidamente, controlam melhor o consumo de álcool e engordam menos na fase adulta. Mas, mesmo assim, todos esses fatores continuam sendo associações e podem estar escondendo alguma outra informação.
Uma ideia é que os testes de inteligência poderiam estar sofrendo interferências de danos cerebrais decorridos de acidentes ou doenças, por exemplo. Nesse caso, a relação do baixo QI e mortalidade alta não seria real, mas decorrente de outros fatores não levados em conta. Por outro lado, alguns estudos também correlacionaram o peso do feto (uma evidência de desenvolvimento normal) com inteligência e não se detectou nenhum problema. É possível que futuros testes detectem algumas dessas condições desconhecidas que interferem na relação do QI com a mortalidade.
Uma outra ideia é que o teste de QI esteja medindo a “homeostase”, ou seja, o equilíbrio mente-corpo do indivíduo, e não só a inteligência. Existem hipóteses que sugerem que a integridade física e a cognitiva envelhecem juntas. Em apoio a essa ideia vem o fato de que a velocidade de reação (o tempo entre a exposição a um estímulo e o aperto de um botão) esteja tão bem correlacionada com a inteligência quanto a mortalidade. O tempo de reação não requer pensamento complexo lógico e não melhora com a educação. Pesquisadores da área estão tentando discriminar entre essa integridade mente-corpo e o que chamamos de inteligência para poder comprovar a relação com a mortalidade.
Tudo isso leva a crer que ainda não existe uma relação causal clara entre o que detectamos como inteligência e a longevidade. Um dos problemas que vejo aqui é a utilização de dados gerados por outros estudos e que não foram desenhados experimentalmente para responder a essa questão. Aliás, aprender a formular a questão correta em ciência (e talvez em outras arenas da vida) é tão importante quanto a própria resposta.
Mas a questão fundamental aqui é: por que morremos, e até que ponto isso pode ser alterado? Mais do que uma filosofia existencial, a busca tem implicações práticas. Os fatores que as pessoas mais inteligentes possuem e que as fazem viver mais devem ser descobertos e compartilhados, criando um sistema de saúde melhor e mais harmônico. Vale a pena a busca.
Alysson Muotri